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Jerusalém, a cidade de ouro de Israel

Não conheço nenhum lugar no mundo que seja tão especial quanto Jerusalém. Seja pela mistura de povos, de cheiros, de sabores, ou pela beleza das construções cor de areia que tornam o céu de Jerusalém ainda mais azul.
>Mas caminhar pela Cidade Velha de Jerusalém, pelos mesmos lugares onde, há mais de dois mil anos, se fez história, realmente faz o coração bater mais forte.

Como se sabe, Jerusalém é a terra sagrada para muitos povos. A Cidade Velha de Jerusalém, que atrai turistas do mundo inteiro, é dividida em quatro bairros – o bairro judaico, o armênio, o cristão e o bairro muçulmano – e está cercada por uma imensa muralha de pedras com mais de três quilômetros de extensão e só é possível ter acesso a ela por um de seus portões.

Por esta razão, a única forma de conhecê-la é caminhando pelas ruelas estreitas, pelo mercado árabe, pela via dolorosa (caminho que Jesus percorreu antes de ser crucificado), muro das lamentações e tantos outros lugares maravilhosos.

O bairro cristão ocupa a parte noroeste da Cidade Antiga e o seu monumento principal é a “Santo Sepulcro” Basílica do Santo Sepulcro.

Inclui o Portão Novo, partilhando o Portão de Jafa com o bairro armênio (que se encontra no sudoeste) e o Portão de Damasco com o bairro muçulmano.

Nesta área passa também a Via Dolorosa, o caminho que se julga ter sido percorrido por Jesus com a cruz antes de ser crucificado no Calvário, um pequeno monte na zona nordeste da atual cidade fortificada.

O bairro muçulmano situa-se a nordeste e inclui o Portão de Herodes, o Portão dos Leões (ou Portão de São Estevão) e o Portão Dourado. Nele se situa o<(conhecido como “Monte do Templo” pelos judeus), um santuário no Monte Moriá, onde estão duas mesquitas: Cúpula da Rocha(ou Mesquita de Omar) e a Mesquita de Al-Aqsa.

O bairro judaico, a sudeste, inclui o Portão dos Detritos e o Portão de Sião, a sul do qual se situa o Monte Sião (Sion) e o Túmulo do rei David.

No bairro judaico está situado o muro ocidental, mais conhecido como Muro das Lamentações, que é o lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se da única relíquia do último templo.

O Muro Ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C., em redor do segundo Grande Templo.

No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar, às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.

Durante o período romano não era permitida, aos judeus, a entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo. Daí o nome: Muro das Lamentações.

O costume de orar junto ao Muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao Muro foi novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade dividida. Depois da Guerra dos Seis Dias, o Muro das Lamentações converteu-se em um lugar de jubilo nacional e de culto religioso.

No Muro existe uma área separada para as mulheres – bem menor do que a dos homens – e exige-se que as mulheres estejam vestidas de forma discreta. Para as mais desavisadas, as voluntárias religiosas que ficam em frente ao muro emprestam um lenço, para que as mulheres possam cobrir os ombros e pernas.

Quando você estiver bem pertinho do Muro vai notar uma série de papeizinhos dobrados, colocados entre as pedras. Na verdade os papéis são pedidos – ou agradecimentos – dos visitantes já que de acordo com a tradição as orações e súplicas feitas junto ao muro vão direito a D-us.

No bairro cristão, a maior atração (se é que podemos dizer assim), é a Igreja do Santo Sepulcro local onde, de acordo com a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e onde ressuscitou no domingo de Páscoa.

O lugar é lindo, cheio de espiritualidade, e vale uma visita mesmo àqueles que não têm fé cristã. Afinal, trata-se da história da humanidade.

Já o bairro muçulmano da Cidade Velha é o mais agitado. É lá que encontramos o Domo da Rocha, a mesquita com a cúpula de ouro que é o cartão postal de Jerusalém. Quando estive em Israel no ano de 1999, tive a sorte de encontrar o acesso a mesquita aberto. Os jardins que a cercam são realmente lindos. Na época, era possível conhecer o seu interior, e a pedra onde Maomé subiu aos céus. É uma pena que nos dias atuais este acesso esteja fechado.

É lá também que começa a Via Dolorosa, caminho percorrido por Jesus antes da crucificação. Não é raro encontrarmos fiéis percorrendo o mesmo caminho, com cruzes nas costas.

E, finalmente, no bairro muçulmano encontramos o shuk – mercado árabe – onde se vende absolutamente de tudo. Temperos maravilhosos, bugigangas de todos os tipos, jóias que não são jóias, narguiles, fumos, comidas, tapetes, roupas… é uma lista que não tem fim!

Para se ter uma idéia da loucura que é o mercado, quando estive lá em 2011 encontrei uma “lojinha” que vendia pintinhos coloridos! Isso mesmo, os filhotinhos da galinha, com as penas tingidas de rosa, azul, vermelho.

Ou seja, para nós, brasileiros, acostumados com o supermercado Pão de Açúcar, além de ser um passeio muito divertido, é um verdadeiro mergulho na cultura do oriente médio.

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