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Nosso roteiro de 6 dias em Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu: Providências antes do embarque

Em abril deste ano viajamos para o Peru, para conhecer a cidade de Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu. Fizemos todo este roteiro em apenas seis dias. Há muito tempo o Gil sonhava em fazer esta viagem, mas eu confesso que não estava muito animada. Mas como surgiu a possibilidade de estender um pouquinho o feriado, resolvemos nos aventurar pela América do Sul. Eu estava em dúvida entre o Deserto do Atacama e Machu Picchu mas as fotos publicadas pela blogueira Sut-Mie no instagram do Viajando com Pimpolhos foram decisivas! O Peru realmente pareceu ser um destino incrível, principalmente para o meu filho mais novo, que adora brincar de explorador e arqueólogo.

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Começamos o nosso planejamento procurando as passagens aéreas. Ao que parece, apenas duas empresas fazem a rota Guarulhos – Lima – Cusco: A Avianca e a LATAM.  Os preços da Avianca são até melhores do que os da LATAM mas, como tínhamos muitos pontos no programa Multiplus Fidelidade, procuramos apenas vôos da segunda companhia. Infelizmente, no final, não conseguimos usar a nossa pontuação porque a LATAM não disponibilizava assentos para passageiros não pagantes em praticamente nenhuma data. A solução que encontramos foi vender as nossas milhas e comprar as passagens, o que deu super certo. A Hotmilhas é uma empresa super idônea, que costuma pagar um valor excelente pelas milhas da LATAM. Infelizmente, não encontramos nenhum voo noturno e, por conta disso, entre idas e vindas, acabamos perdendo dois dias de viagem dentro do avião.

Como nossa viagem seria bem curta, decidimos visitar apenas as cidades de Cusco, Urubamba (localizada no Vale Sagrado) e Águas Calientes, de onde parte o ônibus para Machu Pichu.

Onde se hospedar em Cusco e no Vale Sagrado:

Localizada a 3.400 metros acima do nível do mar, Cusco é uma cidade incrível, cheia de contrastes, que recebe milhares de turistas todos os anos. Seu centro histórico é muito bonito e ainda guarda muitos resquícios do império Inca. Exemplo disso, é que boa parte das construções foram construídas sobre as bases Incas, que foram as únicas edificações que resistiram a um grande terremoto no passado. E é neste centro histórico que estão localizados os melhores hotéis e restaurantes da cidade. Como viajamos com as crianças, o que torna as caminhadas sempre mais complicadas, escolhemos o hotel JW Marriot El Convento, onde ficamos hospedados nos dois primeiros dias de viagem, um dos hotéis mais bacanas que eu já conheci, construído em um antigo convento da cidade. A sua localização era realmente perfeita e permitiu com que nós explorássemos a cidade histórica a pé. Além disso, os quartos eram climatizados com oxigênio, o que fez bastante diferença, principalmente no primeiro dia, por causa da altitude.

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No Vale Sagrado, nos hospedamos do Hotel Sol Y Luna, localizado na cidade de Urubamba. E, novamente, fizemos uma escolha muito bacana. O Sol Y Luna é incrível, parece uma cidade dos Smurfs, com chalés lindinhos, rodeados de árvores frutíferas, flores, caminhos de pedras. Aliás, a proposta deste hotel é que os hóspedes tenham realmente contato com a natureza. Tanto que os chalés – pelo menos o chalé que nos hospedamos – não têm TV ou frigobar. Além disso, o hotel tem uma espécie de rancho, e disponibiliza cavalos de trote peruano para passeios dentro e fora da propriedade. Uma delícia!

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Como o nosso voo de volta partia de Cusco as 7:00 horas da manhã, e tínhamos que estar no aeroporto as 04:00 horas, quando voltamos do Vale Sagrado, passamos uma noite (na verdade, apenas algumas horas) em um outro hotel de Cusco, o Hilton Garden Inn. Escolhemos este hotel por causa do valor da diária, bem mais barata do que a do JW Marriot. Para quem não se importa com a localização, o Hilton é uma opção bem bacana. Os quartos são pequenos, mas muito confortáveis e, pelo que vimos nas fotos, a estrutura do hotel também é muito boa. Mas os arredores são bem feios, já que, embora próximo, o hotel está localizado fora do centro histórico. São apenas cinco minutos de taxi (com o custo de apenas 4,00 SOLES), o que torna o Hilton uma ótima opção para quem quer fazer uma viagem mais econômica.

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Em que época viajar:

Decidimos viajar no mês de abril para aproveitar o feriado da Páscoa e de Pessach, a Páscoa judaica. Ou seja, não tínhamos muita escolha com relação a data da viagem. No entanto, ao escolher o nosso destino, demos preferência a um lugar onde a temperatura fosse amena e, principalmente, não chovesse. Em todos os sites e blogs que eu pesquisei encontrei a mesma informação: de que o período de chuvas no Peru termina no mês de março, no final do verão, período em que é desaconselhado viajar para Machi Picchu (quem conhece a estradinha que leva ao sítio histórico consegue entender o porquê!!!). E, embora a previsão do tempo do IPhone não fosse nada animadora, os dias estavam realmente ensolarados e maravilhosos! Mesmo nos dias mais frios, com temperaturas em torno dos 14ºC durante o dia, usamos camisetas de mangas curtas e bermudas. Aliás, como o clima é bastante seco, praticamente não sentíamos frio. Ao contrário, acabamos nos queimando muito logo no primeiro dia. Então, se você decidir se aventurar no Peru, não esqueça de levar muito protetor solar, chapéu e roupas leves para vestir durante o dia.

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Que moeda levar para o Peru

A moeda do Peru é o Novo Sol ou Novo Sole, mas nem pense em levar Soles para o Peru. Quando fui na casa de câmbio aqui em São Paulo, um dia antes da viagem, cada R$ 1,00 (hum real) comprava 0,90 SOLES. No mesmo dia,  paguei R$ 3,20 por cada dólar. E, quando cheguei em Cusco, descobri que as casas de câmbio chegavam a pagar 3,25 SOLES por dólar. Ou seja, o dólar ainda é a melhor opção. Além disso, caso você não tenha que usar SOLES imediatamente após a chegada, não faça nenhuma troca nas casas de câmbio do aeroporto. Elas pagavam muito pouco por dólar, cerca de 3,07 SOLES. Dê preferência para as casas de câmbio da Avenida EL Sol, próxima à Plaza de Armas, no centro histórico de Cusco. A grande maioria destas “casas de câmbio” são lojinhas que não inspiram a menor confiança mas, em todas elas, as notas são marcadas, o que evita problemas com eventual falsificação. Além disso, todo mundo troca dinheiro por lá.

R$ 1,00 = 0,90 SOLES

R$ 3,20 = USD 1,00

USD 1,00 = 3,25 SOLES

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Providências importantes antes do embarqueComo comprar o ingresso para Machu Picchu

Como muitos já sabem, Machu Picchu é um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo e, por conta disso, recebe milhares de visitantes todos os anos. Sendo assim, para evitar a degradação do local, e por determinação da Unesco, desde 2011 o Ministério da Cultura de Cusco passou a exigir o pagamento de uma taxa para para visitação. Quando estivemos lá, era possível passar o dia em Machu Picchu, sem qualquer restrição de horário. Tanto que chegamos em Machu Picchu por voltas das 10:30 e saímos somente às 16:00 horas. Fizemos a visitação duas vezes. Uma com um guia e a segunda, que foi ainda melhor, sozinhos. No entanto, a partir do dia 01 de julho deste ano, as regras mudaram. Ficou estabelecido que os visitantes poderão passar apenas 4 (quatro) horas dentro de Machu Picchu e deverão escolher um dos turnos para a visita: 06:00 às 12:00 e 12:00 às 17:30 horas. Ou seja, para os visitantes que não estiverem hospedados na cidade de Águas Calientes, é praticamente impossível fazer a visitação no primeiro turno.

Como Machu Picchu recebe muitos visitantes diariamente, é absolutamente recomendável que os ingressos de entrada sejam adquiridos com bastante antecedência, através do site http://machupicchu.gob.pe/.  O valor do ingresso para estrangeiros/adultos é de 152 SOLES, o que equivale, aproximadamente, a USD 45,00, e pode ser pago através do cartão de crédito VISA. Após a compra, basta imprimir os ingressos para apresentação no guichê no sítio arqueológico.

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Outra providência igualmente importante é a compra das passagens de trem para Águas Calientes. Nós escolhemos viajar pela Peru Rail, no Vistadome, um trem panorâmico muito bacana, com teto de vidro, que proporciona uma vista maravilhosa durante todo o trajeto. Compramos as passagens 30 dias antes da viagem e já encontramos alguma dificuldade com os horários. Escolhemos sair da cidade de  Ollantaytambo, localizada no Vale Sagrado, e nossa viagem durou cerca de uma hora e meia. A ida foi realmente incrível mas, infelizmente, sentamos do lado direito do trem e não pudemos tirar fotos durante o trajeto. Ou seja, se for possível escolher os assentos, opte pelo lado esquerdo do trem, onde o visual é realmente maravilhoso. O valor das passagens do Vistadome é de aproximadamente USD 84.00. Já as passagens do trem Expedition custam um pouco mais barato, cerca de USD 70.00. Como voltamos a noite e fizemos todo o trajeto no escuro, poderíamos ter economizado um pouco com as passagens e voltado no Expedition.

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Por fim, não deixe de contratar um guia particular! Conhecer as ruínas de Cusco e do Machu Picchu acompanhado de um guia faz toda a diferença do mundo! Contratamos o Juan, um rapaz incrível que fala um excelente “portunhol” e incrível com as crianças. Durante toda a nossa viagem o Juan nos pegou no aeroporto quando chegamos em Cusco, nos levou a todos os sítios arqueológicos da Cidade, aos arredores de Cusco e também para o Vale Sagrado, passando por Chinchero, Moray e pelas Salinas de Maras, tudo com o seu próprio carro. Em Machu Picchu, ele contratou um guia que nos esperou na estação de trem de Águas Calientes, nos ajudou a comprar as passagens de ônibus para Machu Picchu e nos acompanhou por mais de duas horas durante a visita ao sítio arqueológico. E, ao final da viagem, nos levou de volta a Cusco. E tudo isso custou muito menos do que imaginávamos.

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